Daqui da morada dessa alma inquieta, onde um coração apaixonado pede vida, e vida plena; a mente que nunca silencia, sussurra baixinho uma canção dos natais da infância...
Vejo-me completamente contagiada pelo espírito deste tempo! Minhas retinas ainda guardam as imagens dos pacotes de presentes que esperávamos o ano todo, debaixo de um pinheiro enfeitado de bolas e luzes. Era a minha mãe quem preparava carinhosamente, cheia de surpresas para encantar nossos olhos e nossas almas. Meu coração ainda sente a ternura e o aconchego da família inteira reunida em festa, a celebrar o nascimento do ‘menino Jesus’, aquele bebê peladinho bem no centro do presépio que as crianças nunca podiam pegar para brincar . Meu corpo detém o calor dos abraços, os cheiros dos assados e o doce presente de natais cheios de colos de amor.
Acredito que é por isso que até hoje, em todos os natais, procuramos estar em família, com árvore enfeitada e presentes, celebrando a benção do AMOR que CRISTO veio ensinar ao seres da terra, exercitando este amor humano que somos capazes, permitindo os encontros e abraços, os desejos de felicidade, o reconhecimento da importância de cada um de nós na vida uns dos outros, agregando os amigos conquistados no caminho, convidando esta nossa família escolhida a compor uma grande e fraterna ‘comum-unidade’ que se reconhece e se fortalece na AMIZADE. Amizade entre irmãos, entre pais e filhos, entre sobrinhos e tios, primos, entre marido e mulher, namorados, amigos, velhos e novos amigos a alimentar nosso ser carente de afetos.
Bem sei que muitas pessoas trazem lembranças dolorosas de datas como esta, ficam tristes, deprimidas, negam-se a participar e a comemorar a vida com outras pessoas. Elas não acreditam serem capazes de experimentar sensações novas, construir aqui e agora, neste tempo presente, uma história melhor para si mesma e para as pessoas que as amam e se importam verdadeiramente com seu bem estar e felicidade. Outras pessoas, que tiveram perdas significativas, por vezes fecham-se em tristeza na lembrança de seus mortos esquecendo-se de agradecer a presença e a vida dos que estão juntos, deixam de honrar com sua força e alegria a memória de quem partiu... Não podemos alimentar nossa alma de ressentimentos, ‘re-sentimentos’, ruminar as emoções amargas que nos fazem perder a essência do AMOR DIVINO que brilha em nós e salva-nos da mediocridade e da solidão, fechar as portas e as janelas da nossa morada para a entrada do sol!
O melhor presente que podemos oferecer às pessoas não vem no belo pacote com laço de fita, o melhor é nos tornarmos um “presente” na vida das pessoas, aquele presente que elas sorriem quando chega, recebem sempre com um abraço e cheias de contentamento porque oferecemos tudo aquilo que temos de melhor em nós.
Podemos ser o presente da autenticidade, sem medo das nossas verdades, sem preocupação com as críticas, permitindo ao outro ser aquilo que ele é, ser transparente e verdadeiro sem medo do erro. Podemos ser o presente do acolhimento sem julgamentos, sem preconceitos e valores que não cabem na realidade, ser o silêncio que escuta um coração ferido expor seus pecados e enganos, ser a palavra que leva luz à consciência em momentos de completa escuridão, mesmo que doa, ser o ombro aconchegante, o colo quentinho, o porto seguro que oferece abrigo em tempos de vendaval.
Mas antes de nos tornarmos um presente para o mundo, precisamos ser generosos com nosso próprio EU. Presentear a nossa vida com tudo aquilo que merecemos e desejamos encontrar fora de nós. Presentear com o PERDÃO que limpa nossas mágoas e leva com elas a dor de não poder amar... Presentear com a COMPAIXÃO que torna menos pesado o imenso fardo da incompreensão, como um carinho que afaga a alma e adoça o amargo dos fracassos e das decepções, trazendo mais leveza aos nossos dias.
Que por toda a vida, façamos brilhar nosso AMOR incondicional em forma de solidariedade e fraternidade a inspirar todos os nossos atos, como um presente de GRATIDÃO ao grande mistério que é a VIDA e todas as suas manifestações.
Entreguemos de presente à vida a nossa ALEGRIA, o mundo precisa dela para ser um lugar melhor. Só com alegria podemos servir mais e melhor a humanidade!
Aos meus queridos leitores e leitoras, desejo que o Natal lhes traga o presente da CONSCIÊNCIA CRÍSTICA e a BEM-AVENTURANÇA de saber-se tão enorme quanto AMAR lhe torna capaz.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
CAPOEIRA DO AMOR
A VIDA é mesmo uma BENÇÃO constante! Quando o mundo parece ruir em valores e afetos, quando a esperança é uma bandeira rasgada a meio-fio, quando o AMOR é colocado na gaveta da cômoda do egoísmo, então surge uma luz a iluminar um novo ângulo, uma nova perspectiva da realidade que se apresenta. E tudo se renova!
Dezembros trazem belos presentes a quem os reconhece. Transforma em festa a vida na terra celebrando o nascimento do filho do céu! Renova a esperança na chegada desse novo tempo, onde o espírito do AMOR DIVINO se instale nos corações humanos e se manifeste em atos de solidariedade, compaixão, aceitação e transcendência...
A primeira sexta-feira de dezembro trouxe-me um belo presente, fui deliciosamente surpreendida com o BATISMO DE CAPOEIRA dos alunos da APAE de Penápolis, e entre eles, minha irmã que fez sua dança em uma cadeira de rodas, empenhada e feliz como se realizasse saltos e piruetas!
Os alunos, crianças de todas as idades, em seus trajes brancos e descalços, portavam no olhar o brilho de um grande acontecimento! O grupo de capoeira responsável pelo trabalho preparou uma festa de gala, trouxe seus convidados especiais, mestres, graduados e aprendizes para que este grande dia pudesse coroar de surpresa e alegria a alma de todos.
Reinava no ar a mais perfeita sintonia que faz os corações humanos baterem juntos ao som dos atabaques, na ginga dos berimbaus, na roda onde o menino busca no olhar do padrinho a certeza de poder ousar, de poder alçar vôos profundos. E o padrinho transmite a segurança com afeto e cuidado, e no olhar o mesmo brilho de todas as crianças.
Assim, o jogo da capoeira se fez com a DANÇA DO AMOR entre homens, mulheres e crianças vibrando juntos aquela energia que derruba fronteiras, que une as diferenças e quebra os preconceitos. A energia do ritmo afro que corre em nossas veias através de toda a história, de cada pedaço deste nosso país, das nossas células que vibram e nos lembram de quem somos. Éramos um mesmo coração pulsando todo o amor que cada dezembro tem a intenção de nos ensinar... Corações renovando sua fé no poder de superar limitações, no poder da arte na transformação da vida, fé na criatividade que o ser humano pode ter na busca de soluções mais humanas e coerentes para um sistema educacional que precisa resgatar sua verdadeira missão na evolução dos tempos.
Minha alma agradece profundamente, cheia de emoção e desejos de vida plena e felicidades, a todas aquelas pessoas que promoveram este maravilhoso trabalho, que nos sirva de inspiração para aprender a amar mais e melhor todas as criaturas deste universo. Assim e só assim, viveremos verdadeiramente na terra, a mensagem do céu!
Dezembros trazem belos presentes a quem os reconhece. Transforma em festa a vida na terra celebrando o nascimento do filho do céu! Renova a esperança na chegada desse novo tempo, onde o espírito do AMOR DIVINO se instale nos corações humanos e se manifeste em atos de solidariedade, compaixão, aceitação e transcendência...
A primeira sexta-feira de dezembro trouxe-me um belo presente, fui deliciosamente surpreendida com o BATISMO DE CAPOEIRA dos alunos da APAE de Penápolis, e entre eles, minha irmã que fez sua dança em uma cadeira de rodas, empenhada e feliz como se realizasse saltos e piruetas!
Os alunos, crianças de todas as idades, em seus trajes brancos e descalços, portavam no olhar o brilho de um grande acontecimento! O grupo de capoeira responsável pelo trabalho preparou uma festa de gala, trouxe seus convidados especiais, mestres, graduados e aprendizes para que este grande dia pudesse coroar de surpresa e alegria a alma de todos.
Reinava no ar a mais perfeita sintonia que faz os corações humanos baterem juntos ao som dos atabaques, na ginga dos berimbaus, na roda onde o menino busca no olhar do padrinho a certeza de poder ousar, de poder alçar vôos profundos. E o padrinho transmite a segurança com afeto e cuidado, e no olhar o mesmo brilho de todas as crianças.
Assim, o jogo da capoeira se fez com a DANÇA DO AMOR entre homens, mulheres e crianças vibrando juntos aquela energia que derruba fronteiras, que une as diferenças e quebra os preconceitos. A energia do ritmo afro que corre em nossas veias através de toda a história, de cada pedaço deste nosso país, das nossas células que vibram e nos lembram de quem somos. Éramos um mesmo coração pulsando todo o amor que cada dezembro tem a intenção de nos ensinar... Corações renovando sua fé no poder de superar limitações, no poder da arte na transformação da vida, fé na criatividade que o ser humano pode ter na busca de soluções mais humanas e coerentes para um sistema educacional que precisa resgatar sua verdadeira missão na evolução dos tempos.
Minha alma agradece profundamente, cheia de emoção e desejos de vida plena e felicidades, a todas aquelas pessoas que promoveram este maravilhoso trabalho, que nos sirva de inspiração para aprender a amar mais e melhor todas as criaturas deste universo. Assim e só assim, viveremos verdadeiramente na terra, a mensagem do céu!
sábado, 5 de dezembro de 2009
EROS FERIDO
A realidade se passa exatamente entre os opostos, a vida se dá paradoxalmente no limite e nós, pobres humanos, suspensos na corda bamba das ilusões, corporificamos todos os conflitos nascidos dos conceitos que dividem o mundo entre o BEM e o MAL.
Um dos aspectos que mais sofre a ação direta desses ‘pré-conceitos’ é a sexualidade humana, através das inúmeras disfunções sexuais que comprometem a vida amorosa e a plena vivência do maior prazer que o corpo pode experimentar em parceria com a mente e a alma, na companhia de outra pessoa.
Pesquisas atuais revelam que quase metade dos homens e mulheres apresentam insatisfações e disfunções sexuais diversas. Nos homens, as principais queixas estão ligadas à dificuldade de ter ou de manter a ereção durante o ato sexual, o que impossibilita o orgasmo. Outra queixa é a ejaculação precoce, a ejaculação retardatária ou mesmo a falta dela, comprometendo, muitas vezes, a qualidade da vida sexual do casal e provocando muita angústia e ansiedade para o homem, o que só faz piorar os sintomas. Dores no ato da penetração são bem raras nos homens e mais comum nas mulheres, porém não é a principal queixa do universo feminino. O problema mais comum entre elas é a falta de desejo e excitação sexual, a falta de lubrificação vaginal que é provocada pela excitação e sem a qual a penetração torna-se incomoda e dolorida. Outra queixa é a dificuldade ou falta total do orgasmo, o clímax, a celebração máxima do ato sexual!
Estudos cada vez mais aprofundados sobre a origem dos problemas sexuais nos humanos, remetem-nos à um passado onde os mitos e crenças populares sobre o sexo ainda permeiam o imaginário coletivo e individual, gerando as atitudes, o modo de pensar, sentir e agir, resultante do potencial herdado, do meio físico, sociocultural e sobretudo, das experiências afetivas vivenciadas durante toda a vida nas várias fases do desenvolvimento da libido.
Embora não se possa eliminar a possibilidade de causas orgânicas, genéticas e congênitas das disfunções sexuais, como também aquelas provocadas por efeitos colaterais de medicamentos, adição de drogas, alcoolismo, estresse e transtornos de humor, devemos considerar seriamente os mitos sexuais que determinam o padrão de sexualidade de cada pessoa. Esses mitos são um conjunto de idéias com forte conteúdo emocional que se impõem como verdades. Apresentam uma realidade distorcida, sem qualquer valor científico, carregada de superstições, mentiras e fanatismo. Infelizmente são mantidos por uma educação sexual falha e cheia de preconceitos.
Outro fator que predispõe às disfunções sexuais é a falta de conhecimento sobre a anatomia, a fisiologia e a diferença entre a resposta sexual masculina e a feminina. A repressão sexual intensa nas mulheres faz com que muitas delas nunca tenham tocado seu próprio órgão genital, desconhecem os pontos que lhe proporcionam maior prazer e excitação e não se permitem o auto-erotismo e as fantasias sexuais que estimulam o desejo e a excitação. Por outro lado, o homem é super estimulado sexualmente . O mito de ter que estar sempre pronto para o sexo e jamais falhar, provoca equívocos fundamentais na sua postura e desempenho diante do amor sensual.
Este é o palco onde ensaiamos a dança da nossa sexualidade, onde experimentamos as mais intensas emoções proporcionadas pelo AMOR sensual, onde depositamos altas expectativas de realização conjugal. É muito importante para a vida do casal haver harmonia e intimidade no encontro sexual, momentos de entrega total, carícias intensas, beijos apaixonados... Esse encontro dissolve conflitos e dissabores cotidianos além de derramar uma cachoeira de hormônios que nos trazem sensações de plenitude, alegria, bem estar e relaxamento.
Mas... A sexualidade do casal é uma construção constante e sua manutenção depende de muitos outros ingredientes tão importantes quanto o desejo e o bom desempenho. O afeto, o respeito, a atenção às necessidades um do outro, o diálogo franco, o companheirismo, a cumplicidade, solidariedade, a amizade, a liberdade de manifestação dos sentimentos, o cuidado com a sensibilidade da pessoa amada, a confiança e a segurança de ser aceito como se manifesta no momento, fazem toda a diferença. O cuidado com o AMOR é o melhor adubo para o florescer constante da sexualidade!
As insatisfações sexuais devem ser tratadas pelo casal, mesmo que estejam localizadas em apenas um de seus pares. A crise na sexualidade deve ser enfrentada sem preconceitos que camuflam e distorcem a realidade, provocando ainda mais desencontro e sofrimento. Buscar profissionais e informações adequadas, provocar mudanças de conceitos e hábitos, livrar-se de mitos e crenças que já não fazem sentido, rever contratos conjugais e não se deixar sufocar pela rotina dos casamentos duradouros, são os grandes ganhos que podemos ter com as crises da sexualidade. Afinal, o corpo não mente nunca e denuncia nossos enganos. Toda crise é a medida de segurança, o sinal de alerta para salvar a nossa VIDA!
Um dos aspectos que mais sofre a ação direta desses ‘pré-conceitos’ é a sexualidade humana, através das inúmeras disfunções sexuais que comprometem a vida amorosa e a plena vivência do maior prazer que o corpo pode experimentar em parceria com a mente e a alma, na companhia de outra pessoa.
Pesquisas atuais revelam que quase metade dos homens e mulheres apresentam insatisfações e disfunções sexuais diversas. Nos homens, as principais queixas estão ligadas à dificuldade de ter ou de manter a ereção durante o ato sexual, o que impossibilita o orgasmo. Outra queixa é a ejaculação precoce, a ejaculação retardatária ou mesmo a falta dela, comprometendo, muitas vezes, a qualidade da vida sexual do casal e provocando muita angústia e ansiedade para o homem, o que só faz piorar os sintomas. Dores no ato da penetração são bem raras nos homens e mais comum nas mulheres, porém não é a principal queixa do universo feminino. O problema mais comum entre elas é a falta de desejo e excitação sexual, a falta de lubrificação vaginal que é provocada pela excitação e sem a qual a penetração torna-se incomoda e dolorida. Outra queixa é a dificuldade ou falta total do orgasmo, o clímax, a celebração máxima do ato sexual!
Estudos cada vez mais aprofundados sobre a origem dos problemas sexuais nos humanos, remetem-nos à um passado onde os mitos e crenças populares sobre o sexo ainda permeiam o imaginário coletivo e individual, gerando as atitudes, o modo de pensar, sentir e agir, resultante do potencial herdado, do meio físico, sociocultural e sobretudo, das experiências afetivas vivenciadas durante toda a vida nas várias fases do desenvolvimento da libido.
Embora não se possa eliminar a possibilidade de causas orgânicas, genéticas e congênitas das disfunções sexuais, como também aquelas provocadas por efeitos colaterais de medicamentos, adição de drogas, alcoolismo, estresse e transtornos de humor, devemos considerar seriamente os mitos sexuais que determinam o padrão de sexualidade de cada pessoa. Esses mitos são um conjunto de idéias com forte conteúdo emocional que se impõem como verdades. Apresentam uma realidade distorcida, sem qualquer valor científico, carregada de superstições, mentiras e fanatismo. Infelizmente são mantidos por uma educação sexual falha e cheia de preconceitos.
Outro fator que predispõe às disfunções sexuais é a falta de conhecimento sobre a anatomia, a fisiologia e a diferença entre a resposta sexual masculina e a feminina. A repressão sexual intensa nas mulheres faz com que muitas delas nunca tenham tocado seu próprio órgão genital, desconhecem os pontos que lhe proporcionam maior prazer e excitação e não se permitem o auto-erotismo e as fantasias sexuais que estimulam o desejo e a excitação. Por outro lado, o homem é super estimulado sexualmente . O mito de ter que estar sempre pronto para o sexo e jamais falhar, provoca equívocos fundamentais na sua postura e desempenho diante do amor sensual.
Este é o palco onde ensaiamos a dança da nossa sexualidade, onde experimentamos as mais intensas emoções proporcionadas pelo AMOR sensual, onde depositamos altas expectativas de realização conjugal. É muito importante para a vida do casal haver harmonia e intimidade no encontro sexual, momentos de entrega total, carícias intensas, beijos apaixonados... Esse encontro dissolve conflitos e dissabores cotidianos além de derramar uma cachoeira de hormônios que nos trazem sensações de plenitude, alegria, bem estar e relaxamento.
Mas... A sexualidade do casal é uma construção constante e sua manutenção depende de muitos outros ingredientes tão importantes quanto o desejo e o bom desempenho. O afeto, o respeito, a atenção às necessidades um do outro, o diálogo franco, o companheirismo, a cumplicidade, solidariedade, a amizade, a liberdade de manifestação dos sentimentos, o cuidado com a sensibilidade da pessoa amada, a confiança e a segurança de ser aceito como se manifesta no momento, fazem toda a diferença. O cuidado com o AMOR é o melhor adubo para o florescer constante da sexualidade!
As insatisfações sexuais devem ser tratadas pelo casal, mesmo que estejam localizadas em apenas um de seus pares. A crise na sexualidade deve ser enfrentada sem preconceitos que camuflam e distorcem a realidade, provocando ainda mais desencontro e sofrimento. Buscar profissionais e informações adequadas, provocar mudanças de conceitos e hábitos, livrar-se de mitos e crenças que já não fazem sentido, rever contratos conjugais e não se deixar sufocar pela rotina dos casamentos duradouros, são os grandes ganhos que podemos ter com as crises da sexualidade. Afinal, o corpo não mente nunca e denuncia nossos enganos. Toda crise é a medida de segurança, o sinal de alerta para salvar a nossa VIDA!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
FOGO ARDENTE
Paixão é uma fogueira acesa ardendo no corpo e na alma... Fogos de artifício iluminando o céu, celebrando a chegada de um novo começo ! Acontece em qualquer tempo da vida e é sentida de forma semelhante em todas as idades.
Paixão é energia libidinal manifesta no corpo em forma de desejo, na mente em forma de posse, no coração em forma de esperança de amor eterno. Os apaixonados vivem o sonho do amor romântico perfeito, do “felizes para sempre” sem absolutamente nada que possa macular esse sonho, navegam tranqüilos no universo paralelo da ilusão e da fantasia. Por todas essas razões, a paixão é bem característica da adolescência, tempo da descoberta do amor sensual e dos prazeres da libido, fazendo vibrar nas células toda a ansiedade do amanhã.
Força de vida e de morte, a paixão também provoca sofrimento. Ciúmes... Medo da perda... Dependência do outro... A falta dela, após experimentar seus encantos e venenos, cava um buraco negro e vazio no peito e nada é capaz de preencher. Por vezes um longo período de depressão e/ou ansiedade. Outras vezes, uma profunda saudade.
Diz a psicologia que não nos apaixonamos pela outra pessoa, mas sim pelo que ela nos faz sentir. Projetamos no ser amado todos os nossos sonhos, nossas melhores qualidades e expectativas, tudo que temos e queremos de bom. Então introjetamos deste ser, aquilo que projetamos nele, só vemos o que queremos ver, a beleza, o carinho, o ideal, o sonho...
Já observaram como a pessoa apaixonada fica mais bonita ? Com um brilho intenso nos olhos, sorriso permanente entre suspiros que denunciam um estado de graça quase divino. Torna-se amável, generosa, de bem com a vida! Tem disposição para o trabalho e para o lazer e faz isso tudo com prazer?
Que delicia estar apaixonada! Estimula a criatividade, provoca a inspiração, brotam palavras de amor e poesia. Cânticos ecoam nos labirintos harmonizando a dança dos corpos no encontro das almas...
Paixão é braseiro em chamas queimando a razão ! Tirando o chão, roubando-nos de nós. Estudos científicos demonstram que a paixão é um ‘enlouquecimento’, é quase uma doença, uma obsessão.
Mas passa. Consome-se em si mesma. Transforma-se.
Pode transformar-se em decepção, em mágoas ou raiva, na rejeição pode transformar-se em ódio e desejo de vingança, mas pode também virar indiferença e depois de um tempo ser esquecida.
Outra possibilidade é transformar-se em amor genuíno e sensual. Retiradas as projeções de nossas expectativas sobre o ser amado, podemos vê-lo exatamente como ele é, contemplar o outro com todas as suas nuances e verdades, sem lentes que o deformam, sem espelhos refletindo nossa própria imagem alterada.
AMOR e PAIXÃO são coisas bem diferentes, mas as confundimos o tempo todo, e por conta desta confusão, nossa alma sofre, desorganizando nossa emoção.
Paixão pede sexualidade, mantém o desejo sexual sempre em alta. Esta é a função da paixão na preservação da espécie, garantir o desejo que provoca o ato da criação da vida! Sem desejo não há ereção, não há orgasmo, não há entrega dos corpos e desejo de perpetuação. Nesse aspecto o ciúmes , as brigas, as breves separações têm o papel de reacender a paixão frente à ameaça da perda do objeto amado. É também a falta de desejo o maior problema nas disfunções sexuais tanto masculinas quanto femininas.
A paixão e o sexo nos dão sensações de muito prazer e forte emoção, mas não nos promovem felicidade. O sentimento amoroso é que nos ilumina a alma e aquece o coração com sonhos de eternidade! É o AMOR para toda a vida que buscamos para nos trazer segurança e conforto à alma, base para nossa idealizada felicidade.
A PAIXÃO não sobrevive, com a mesma pessoa, sem o AMOR, ela tem prazo de validade. Muitas vezes termina junto com o orgasmo.
O AMOR permite que muitas vezes a fogueira da PAIXÃO faça arder novamente, no mesmo coração, todo o desejo de manter-se em profunda união com a pessoa amada, o sexo reveste-se do sagrado e a intimidade e cumplicidade na fusão dos corpos, promove um prazer que vai além dos sentidos... Depois do orgasmo, o carinho, os olhos nos olhos, os corações batendo juntos, o sorriso de profunda gratidão...
O AMOR quer PAZ mas pede PAIXÃO!
Paixão é energia libidinal manifesta no corpo em forma de desejo, na mente em forma de posse, no coração em forma de esperança de amor eterno. Os apaixonados vivem o sonho do amor romântico perfeito, do “felizes para sempre” sem absolutamente nada que possa macular esse sonho, navegam tranqüilos no universo paralelo da ilusão e da fantasia. Por todas essas razões, a paixão é bem característica da adolescência, tempo da descoberta do amor sensual e dos prazeres da libido, fazendo vibrar nas células toda a ansiedade do amanhã.
Força de vida e de morte, a paixão também provoca sofrimento. Ciúmes... Medo da perda... Dependência do outro... A falta dela, após experimentar seus encantos e venenos, cava um buraco negro e vazio no peito e nada é capaz de preencher. Por vezes um longo período de depressão e/ou ansiedade. Outras vezes, uma profunda saudade.
Diz a psicologia que não nos apaixonamos pela outra pessoa, mas sim pelo que ela nos faz sentir. Projetamos no ser amado todos os nossos sonhos, nossas melhores qualidades e expectativas, tudo que temos e queremos de bom. Então introjetamos deste ser, aquilo que projetamos nele, só vemos o que queremos ver, a beleza, o carinho, o ideal, o sonho...
Já observaram como a pessoa apaixonada fica mais bonita ? Com um brilho intenso nos olhos, sorriso permanente entre suspiros que denunciam um estado de graça quase divino. Torna-se amável, generosa, de bem com a vida! Tem disposição para o trabalho e para o lazer e faz isso tudo com prazer?
Que delicia estar apaixonada! Estimula a criatividade, provoca a inspiração, brotam palavras de amor e poesia. Cânticos ecoam nos labirintos harmonizando a dança dos corpos no encontro das almas...
Paixão é braseiro em chamas queimando a razão ! Tirando o chão, roubando-nos de nós. Estudos científicos demonstram que a paixão é um ‘enlouquecimento’, é quase uma doença, uma obsessão.
Mas passa. Consome-se em si mesma. Transforma-se.
Pode transformar-se em decepção, em mágoas ou raiva, na rejeição pode transformar-se em ódio e desejo de vingança, mas pode também virar indiferença e depois de um tempo ser esquecida.
Outra possibilidade é transformar-se em amor genuíno e sensual. Retiradas as projeções de nossas expectativas sobre o ser amado, podemos vê-lo exatamente como ele é, contemplar o outro com todas as suas nuances e verdades, sem lentes que o deformam, sem espelhos refletindo nossa própria imagem alterada.
AMOR e PAIXÃO são coisas bem diferentes, mas as confundimos o tempo todo, e por conta desta confusão, nossa alma sofre, desorganizando nossa emoção.
Paixão pede sexualidade, mantém o desejo sexual sempre em alta. Esta é a função da paixão na preservação da espécie, garantir o desejo que provoca o ato da criação da vida! Sem desejo não há ereção, não há orgasmo, não há entrega dos corpos e desejo de perpetuação. Nesse aspecto o ciúmes , as brigas, as breves separações têm o papel de reacender a paixão frente à ameaça da perda do objeto amado. É também a falta de desejo o maior problema nas disfunções sexuais tanto masculinas quanto femininas.
A paixão e o sexo nos dão sensações de muito prazer e forte emoção, mas não nos promovem felicidade. O sentimento amoroso é que nos ilumina a alma e aquece o coração com sonhos de eternidade! É o AMOR para toda a vida que buscamos para nos trazer segurança e conforto à alma, base para nossa idealizada felicidade.
A PAIXÃO não sobrevive, com a mesma pessoa, sem o AMOR, ela tem prazo de validade. Muitas vezes termina junto com o orgasmo.
O AMOR permite que muitas vezes a fogueira da PAIXÃO faça arder novamente, no mesmo coração, todo o desejo de manter-se em profunda união com a pessoa amada, o sexo reveste-se do sagrado e a intimidade e cumplicidade na fusão dos corpos, promove um prazer que vai além dos sentidos... Depois do orgasmo, o carinho, os olhos nos olhos, os corações batendo juntos, o sorriso de profunda gratidão...
O AMOR quer PAZ mas pede PAIXÃO!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A ENERGIA DA CRIAÇÃO
A Libido é a energia mais poderosa que atua no instinto do ser humano. É a energia de vida, de criação, a energia sexual do desejo que garante a atração entre macho e fêmea, e assim, a preservação da espécie. Esse instinto de preservação, presente em todos os animais, é também responsável pela sobrevivência e defesa da vida na terra.
Todos sabemos que na Pré-história as relações sexuais humanas seguiam as leis naturais que regiam o instinto de todos os animais, porém, por nascerem e permanecerem por muito mais tempo frágeis e dependentes de cuidados, os humanos foram construindo suas comunidades onde o modo de vida priorizava a garantia da sobrevivência. As mulheres cuidavam da prole e com sua receptividade sexual através da copulação, mantinham seus homens no lar, interessados nos filhos e garantindo, através da caça coletiva dos homens, o suprimento para suas famílias.
Nas sociedades primitivas tanto podia existir a monogamia como a poligamia regular ou ocasional, e até a abstinência sexual enquanto se esperava que o bebê atingisse alguma autonomia. A poligamia era aceita sempre que as comunidades precisassem se expandir e enquanto houvesse recursos para sustentar as famílias. A monogamia assegurava a concentração dos bens. Nas sociedades contemporâneas a monogamia continua a ser o tipo predominante de união conjugal, mas segundo os estudiosos do assunto, muito mais por questões culturais e econômicas do que biológicas.
De lá para cá, muitas, mas muitas revoluções alteraram o curso deste rio da sexualidade que jorra em nós suas águas de prazer e dor!
Desde a descoberta da paternidade e o fim do matriarcado, desde as pinturas e esculturas gregas enfatizando as delícias do sexo hetero e homossexual, desde o Kama-Sutra e o Jardim das Delícias que, há vinte séculos eram verdadeiros tratados de prazeres sexuais, desde a Inquisição, no fim do século XII, onde o sexo foi considerado ‘obra do demônio’ e cruelmente combatido pela igreja católica, condenando milhares de mulheres à fogueira por serem atraentes e sedutoras e portanto, suspeitas de bruxarias e relações com o diabo, fomos construindo novos paradigmas da sexualidade a cada tempo, chegando ao século XIX onde a repressão sexual atingiu seu auge. O casamento foi legalizado, a prostituição recolheu-se a recintos fechados, a masturbação foi considerada prática anormal e repelida, estátuas e quadros de nus foram cobertos em suas partes íntimas como uma repressão frontal aos desejos sexuais. E então, surge FREUD, médico com uma visão inteiramente nova, tendo como objetivo pedagógico conhecer o desenvolvimento sexual da criança, sua fisiologia e o controle dos nascimentos.
Foi só no início do século XX que as indagações e pesquisas de Freud na área da sexualidade humana, embora ainda fosse um assunto ‘vergonhoso’ de ser tratado, vieram quebrar com o mito do pecado e iluminar a importância da sexualidade nas relações diárias dos indivíduos e no desenvolvimento da personalidade do ser humano.
Graças à grande contribuição e abertura do Mestre Freud, hoje sabemos que a sexualidade nasce e morre com o ser humano, não se inicia na puberdade e não termina com a menopausa ou andropausa. É consenso entre os pesquisadores da área, que as práticas sexuais estão submetidas às influências biológicas, à época e cultura que vivemos, à fase da vida e condições físicas e psicológicas que os indivíduos se encontram.
As mulheres fizeram sua revolução sexual e garantiram seu direito ao orgasmo e à liberdade sexual através dos métodos anticonceptivos e da revolução feminista de igualdade de direitos. Homossexuais saíram às ruas assumindo seu direito de amar seus iguais sem preconceitos. O erotismo hoje é assunto de domínio público e estampa a maioria das propagandas na mídia. As doenças sexualmente transmissíveis são cada vez mais fatais e a performance sexual virou obrigação de todos. No meio dessa profusão de novos valores e conceitos, a insatisfação sexual aumenta, as disfunções sexuais em homens e mulheres aparecem com mais freqüência e a infelicidade conjugal fica ao sabor das ilusões e fantasias que já não cabem mais.
Nossas células e nosso inconsciente coletivo ainda guardam a história dos nossos ancestrais, nossas experiências nas relações amorosas e sensuais traçam os contornos que nos fazem ser o que somos. O AMOR que aprendemos e a PAIXÃO que nos incendeia as entranhas e traz promessa de felicidade à nossa alma, são os ingredientes que dão sentido e valor à vida amorosa sensual de todos nós, seres emocionais.
Por todas essas razões e pela complexidade e abrangência do tema, estarei abordando a sexualidade em uma série de artigos a partir deste, onde pretendi apenas apresentar o cenário onde protagonizamos nossa história atual. Desejando, cada vez mais, oferecer instrumentos à reflexão, ao auto-conhecimento e ao desenvolvimento das plenas possibilidades individuais para uma vida saudável e feliz.
Todos sabemos que na Pré-história as relações sexuais humanas seguiam as leis naturais que regiam o instinto de todos os animais, porém, por nascerem e permanecerem por muito mais tempo frágeis e dependentes de cuidados, os humanos foram construindo suas comunidades onde o modo de vida priorizava a garantia da sobrevivência. As mulheres cuidavam da prole e com sua receptividade sexual através da copulação, mantinham seus homens no lar, interessados nos filhos e garantindo, através da caça coletiva dos homens, o suprimento para suas famílias.
Nas sociedades primitivas tanto podia existir a monogamia como a poligamia regular ou ocasional, e até a abstinência sexual enquanto se esperava que o bebê atingisse alguma autonomia. A poligamia era aceita sempre que as comunidades precisassem se expandir e enquanto houvesse recursos para sustentar as famílias. A monogamia assegurava a concentração dos bens. Nas sociedades contemporâneas a monogamia continua a ser o tipo predominante de união conjugal, mas segundo os estudiosos do assunto, muito mais por questões culturais e econômicas do que biológicas.
De lá para cá, muitas, mas muitas revoluções alteraram o curso deste rio da sexualidade que jorra em nós suas águas de prazer e dor!
Desde a descoberta da paternidade e o fim do matriarcado, desde as pinturas e esculturas gregas enfatizando as delícias do sexo hetero e homossexual, desde o Kama-Sutra e o Jardim das Delícias que, há vinte séculos eram verdadeiros tratados de prazeres sexuais, desde a Inquisição, no fim do século XII, onde o sexo foi considerado ‘obra do demônio’ e cruelmente combatido pela igreja católica, condenando milhares de mulheres à fogueira por serem atraentes e sedutoras e portanto, suspeitas de bruxarias e relações com o diabo, fomos construindo novos paradigmas da sexualidade a cada tempo, chegando ao século XIX onde a repressão sexual atingiu seu auge. O casamento foi legalizado, a prostituição recolheu-se a recintos fechados, a masturbação foi considerada prática anormal e repelida, estátuas e quadros de nus foram cobertos em suas partes íntimas como uma repressão frontal aos desejos sexuais. E então, surge FREUD, médico com uma visão inteiramente nova, tendo como objetivo pedagógico conhecer o desenvolvimento sexual da criança, sua fisiologia e o controle dos nascimentos.
Foi só no início do século XX que as indagações e pesquisas de Freud na área da sexualidade humana, embora ainda fosse um assunto ‘vergonhoso’ de ser tratado, vieram quebrar com o mito do pecado e iluminar a importância da sexualidade nas relações diárias dos indivíduos e no desenvolvimento da personalidade do ser humano.
Graças à grande contribuição e abertura do Mestre Freud, hoje sabemos que a sexualidade nasce e morre com o ser humano, não se inicia na puberdade e não termina com a menopausa ou andropausa. É consenso entre os pesquisadores da área, que as práticas sexuais estão submetidas às influências biológicas, à época e cultura que vivemos, à fase da vida e condições físicas e psicológicas que os indivíduos se encontram.
As mulheres fizeram sua revolução sexual e garantiram seu direito ao orgasmo e à liberdade sexual através dos métodos anticonceptivos e da revolução feminista de igualdade de direitos. Homossexuais saíram às ruas assumindo seu direito de amar seus iguais sem preconceitos. O erotismo hoje é assunto de domínio público e estampa a maioria das propagandas na mídia. As doenças sexualmente transmissíveis são cada vez mais fatais e a performance sexual virou obrigação de todos. No meio dessa profusão de novos valores e conceitos, a insatisfação sexual aumenta, as disfunções sexuais em homens e mulheres aparecem com mais freqüência e a infelicidade conjugal fica ao sabor das ilusões e fantasias que já não cabem mais.
Nossas células e nosso inconsciente coletivo ainda guardam a história dos nossos ancestrais, nossas experiências nas relações amorosas e sensuais traçam os contornos que nos fazem ser o que somos. O AMOR que aprendemos e a PAIXÃO que nos incendeia as entranhas e traz promessa de felicidade à nossa alma, são os ingredientes que dão sentido e valor à vida amorosa sensual de todos nós, seres emocionais.
Por todas essas razões e pela complexidade e abrangência do tema, estarei abordando a sexualidade em uma série de artigos a partir deste, onde pretendi apenas apresentar o cenário onde protagonizamos nossa história atual. Desejando, cada vez mais, oferecer instrumentos à reflexão, ao auto-conhecimento e ao desenvolvimento das plenas possibilidades individuais para uma vida saudável e feliz.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
AS DORES DAS PERDAS
Morte não é o contrário de vida, é apenas um dos aspectos dela. Opostos são nascer e morrer. A VIDA se faz desta seqüencia interminável de nascimento, morte e renascimento.
Apesar de sabermos que a única coisa certa na vida é que tudo que nasce, morre um dia, ainda sentimos, diante da morte, as emoções mais doloridas que podemos experimentar. Tememos o desconhecido, tememos a escuridão e a solidão, temos medo de sentir medo... Medo da morte de quem amamos, do abandono e da saudade que a ausência faz lembrar, da dor insuportável da separação e da perda!
Nossas células guardam a memória de todas as separações que vivemos ao longo da vida, nossa alma chora enquanto nosso ego se dilui quando voltamos a ser aquela criança que só é plena em simbiose com a mãe, na bem-aventurança oceânica do útero materno.
O parto é a primeira separação que experimentamos, quando nascemos para a vida externa estamos perdendo o paraíso da segurança e da união com a mãe. Nascemos dependentes dela para nossa sobrevivência e bem estar, a proximidade e o vínculo afetivo são a base de sustentação de todo o nosso desenvolvimento emocional. Transferiremos às nossas relações futuras os mesmos sentimentos, medos e expectativas que vivenciamos na conexão primordial com a nossa mãe. Separações graves no início da vida deixam sérias cicatrizes emocionais porque afetam profundamente esta conexão humana essencial que nos ensina que somos dignos de sermos amados. É o elo mãe-filho que nos ensina a amar.
Mas, naturalmente tem que haver as separações nos primeiros anos de vida, mães e filhos devem ter suas vidas independentes também uns dos outros para o crescimento e fortalecimento de ambos, e sem dúvida produzirão tristeza e dor. Mas as separações dentro do contexto de um relacionamento afetuoso e estável, dificilmente deixarão cicatrizes no cérebro das crianças. Mães que trabalham, viajam, estudam, podem estabelecer um relacionamento amoroso, confiante e harmonioso com seus filhos. Quando a separação põe em perigo aquela ligação primeira, torna-se difícil criar confiança, adquirir segurança e a convicção de que durante a nossa vida encontraremos – e merecemos encontrar – pessoas que satisfaçam as nossas necessidades. E quando essas primeiras conexões são instáveis, desfeitas ou mesmo prejudicadas, podemos transferir essa experiência para aquilo que esperamos dos nossos amigos, nossos filhos, nosso companheiro amoroso e até para sócios profissionais.
Se estamos sempre esperando o abandono, ficamos desesperados, sentimos que sem o outro, não somos nada, que sem o amor do outro, morreremos...
Se o que esperamos é a traição, vivemos procurando cada lapso, cada falha que nos comprove a certeza que não podemos mesmo confiar em ninguém.
Quando o que esperamos é a rejeição e a recusa, fazemos exigências excessivas, muitas vezes agressivas, com raiva antecipada por saber que não serão atendidas. Esperando o desapontamento, procuramos garantir que, mais cedo ou mais tarde, seremos mesmo desapontados.
Esta é a infeliz dinâmica da consciência quando tememos, o tempo todo, a perda e a separação. Estabelecemos ‘conexões iradas e ansiosas’ onde frequentemente acabamos provocando aquilo que tanto tememos. Afastamos as pessoas que amamos com a nossa dependência incômoda, cobranças excessivas, carências intermináveis. Com medo da separação, repetimos a nossa história num novo tempo, com novos personagens, num novo cenário, mas com o peso poderoso de um passado esquecido, porem presente na incontrolável ansiedade que é a ‘lembrança’ da perda.
A iminência da perda provoca ansiedade, mas a ansiedade contém a semente da esperança! Quando a perda parece permanente, entramos em desespero, experimentamos a dor e a depressão, nos sentimos abandonados e sozinhos, muitas vezes culpados, desamados, perdidos para sempre...
E é nessa depressão, nessa volta ao silêncio e à vacuidade do SER, que encontramos a grande chance de deixar morrer nossas iras e mágoas, nossas culpas e abandonos, nossas falsas carências de proteção e cuidados, a ilusão de completude através do outro. É a oportunidade de encontrar, no fundo do poço, a FONTE de água pura que sacia e alimenta nossa ALMA, a fonte do AMOR pessoal que faz renascer a cada dia, a ESPERANÇA que sustenta a VIDA, transformando a MORTE em importante PORTAL para o próprio RENASCIMENTO. Desta vez, sendo a MÃE amorosa e generosa de sua CRIANÇA imortal.
Apesar de sabermos que a única coisa certa na vida é que tudo que nasce, morre um dia, ainda sentimos, diante da morte, as emoções mais doloridas que podemos experimentar. Tememos o desconhecido, tememos a escuridão e a solidão, temos medo de sentir medo... Medo da morte de quem amamos, do abandono e da saudade que a ausência faz lembrar, da dor insuportável da separação e da perda!
Nossas células guardam a memória de todas as separações que vivemos ao longo da vida, nossa alma chora enquanto nosso ego se dilui quando voltamos a ser aquela criança que só é plena em simbiose com a mãe, na bem-aventurança oceânica do útero materno.
O parto é a primeira separação que experimentamos, quando nascemos para a vida externa estamos perdendo o paraíso da segurança e da união com a mãe. Nascemos dependentes dela para nossa sobrevivência e bem estar, a proximidade e o vínculo afetivo são a base de sustentação de todo o nosso desenvolvimento emocional. Transferiremos às nossas relações futuras os mesmos sentimentos, medos e expectativas que vivenciamos na conexão primordial com a nossa mãe. Separações graves no início da vida deixam sérias cicatrizes emocionais porque afetam profundamente esta conexão humana essencial que nos ensina que somos dignos de sermos amados. É o elo mãe-filho que nos ensina a amar.
Mas, naturalmente tem que haver as separações nos primeiros anos de vida, mães e filhos devem ter suas vidas independentes também uns dos outros para o crescimento e fortalecimento de ambos, e sem dúvida produzirão tristeza e dor. Mas as separações dentro do contexto de um relacionamento afetuoso e estável, dificilmente deixarão cicatrizes no cérebro das crianças. Mães que trabalham, viajam, estudam, podem estabelecer um relacionamento amoroso, confiante e harmonioso com seus filhos. Quando a separação põe em perigo aquela ligação primeira, torna-se difícil criar confiança, adquirir segurança e a convicção de que durante a nossa vida encontraremos – e merecemos encontrar – pessoas que satisfaçam as nossas necessidades. E quando essas primeiras conexões são instáveis, desfeitas ou mesmo prejudicadas, podemos transferir essa experiência para aquilo que esperamos dos nossos amigos, nossos filhos, nosso companheiro amoroso e até para sócios profissionais.
Se estamos sempre esperando o abandono, ficamos desesperados, sentimos que sem o outro, não somos nada, que sem o amor do outro, morreremos...
Se o que esperamos é a traição, vivemos procurando cada lapso, cada falha que nos comprove a certeza que não podemos mesmo confiar em ninguém.
Quando o que esperamos é a rejeição e a recusa, fazemos exigências excessivas, muitas vezes agressivas, com raiva antecipada por saber que não serão atendidas. Esperando o desapontamento, procuramos garantir que, mais cedo ou mais tarde, seremos mesmo desapontados.
Esta é a infeliz dinâmica da consciência quando tememos, o tempo todo, a perda e a separação. Estabelecemos ‘conexões iradas e ansiosas’ onde frequentemente acabamos provocando aquilo que tanto tememos. Afastamos as pessoas que amamos com a nossa dependência incômoda, cobranças excessivas, carências intermináveis. Com medo da separação, repetimos a nossa história num novo tempo, com novos personagens, num novo cenário, mas com o peso poderoso de um passado esquecido, porem presente na incontrolável ansiedade que é a ‘lembrança’ da perda.
A iminência da perda provoca ansiedade, mas a ansiedade contém a semente da esperança! Quando a perda parece permanente, entramos em desespero, experimentamos a dor e a depressão, nos sentimos abandonados e sozinhos, muitas vezes culpados, desamados, perdidos para sempre...
E é nessa depressão, nessa volta ao silêncio e à vacuidade do SER, que encontramos a grande chance de deixar morrer nossas iras e mágoas, nossas culpas e abandonos, nossas falsas carências de proteção e cuidados, a ilusão de completude através do outro. É a oportunidade de encontrar, no fundo do poço, a FONTE de água pura que sacia e alimenta nossa ALMA, a fonte do AMOR pessoal que faz renascer a cada dia, a ESPERANÇA que sustenta a VIDA, transformando a MORTE em importante PORTAL para o próprio RENASCIMENTO. Desta vez, sendo a MÃE amorosa e generosa de sua CRIANÇA imortal.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
ENVELHECER COM JUVENTUDE
A gente nunca pensa em envelhecer enquanto é jovem.
A gente sempre acha que ainda é jovem para pensar em envelhecer.
Temos medo... Pavor... Horror só em pensar !
Alguns, não todos, claro!
Conheço inúmeras pessoas que envelhecem magnificamente aceitando e superando as limitações de seu tempo. Pessoas que vão pelo caminho, sempre revendo conceitos e valores, tornando-se menos preconceituosas, menos moralistas, mais flexíveis, que seguem transformando todo o conhecimento de uma vida em sabedoria de viver em equilíbrio consigo mesmas, com os outros e com o universo. Sem julgamentos. Amorosamente acolhendo as imperfeições humanas e proporcionando harmonia ao mundo.
Diz um ditado que morremos como vivemos. Então, temos que nos ocupar de como estamos vivendo e não nos pré-ocupar de como ou quando morreremos.
É isso que faz a diferença, saber que fazemos nossas escolhas.
A expectativa de vida aumentou e o mercado está transbordando de ofertas de como não envelhecer, ou melhor, não desenvolver as doenças da velhice. Estamos cansados de saber sobre a necessidade de dieta equilibrada, exercícios físicos, interesses diversificados para manter os neurônios em atividade, amigos verdadeiros, família solidária, algum lazer, se possível um amor sensual sem conflitos, isso para manter a qualidade de vida na velhice. Tudo isso dá um imenso trabalho! Cuidados constantes, diários, rotineiros.Durante a jornada inteirinha.
Envelhecer com juventude é um grande lance!
Acredito que isso é possível, e para mim significa envelhecer com alegria e entusiasmo pela vida, é estar aberto às novas formas de cultura renovada pelas gerações. Experimentar tudo que a vida oferece dentro das suas condições, conhecer seus limites e fazer deles cercas vivas cultivadas com primaveras num belo jardim. Significa adquirir o direito de fazer arte sem preocupar-se com o sucesso e as críticas, pelo simples prazer de ver as horas passarem descobrindo seus próprios traços, suas cores, sua poética de expressão na vida.
Ir de encontro ao EU maior que nos habita...
Envelhecer com juventude é cultivar o amor incondicional a serviço do outro como instrumento de transformação do mundo. Ensinar as crianças e os jovens o valor de servir com amor a toda a humanidade. Ser revolucionário na sua linguagem de paz.
Envelhecer com juventude é transcender as aparências e as limitações e penetrar na alma da vida, no seu verdadeiro sentido, nas esferas mais sutis da consciência do eterno mistério da existência. Ter juventude é caminhar como quem dança, sonhar como criança e amar, amar e amar...
A gente sempre acha que ainda é jovem para pensar em envelhecer.
Temos medo... Pavor... Horror só em pensar !
Alguns, não todos, claro!
Conheço inúmeras pessoas que envelhecem magnificamente aceitando e superando as limitações de seu tempo. Pessoas que vão pelo caminho, sempre revendo conceitos e valores, tornando-se menos preconceituosas, menos moralistas, mais flexíveis, que seguem transformando todo o conhecimento de uma vida em sabedoria de viver em equilíbrio consigo mesmas, com os outros e com o universo. Sem julgamentos. Amorosamente acolhendo as imperfeições humanas e proporcionando harmonia ao mundo.
Diz um ditado que morremos como vivemos. Então, temos que nos ocupar de como estamos vivendo e não nos pré-ocupar de como ou quando morreremos.
É isso que faz a diferença, saber que fazemos nossas escolhas.
A expectativa de vida aumentou e o mercado está transbordando de ofertas de como não envelhecer, ou melhor, não desenvolver as doenças da velhice. Estamos cansados de saber sobre a necessidade de dieta equilibrada, exercícios físicos, interesses diversificados para manter os neurônios em atividade, amigos verdadeiros, família solidária, algum lazer, se possível um amor sensual sem conflitos, isso para manter a qualidade de vida na velhice. Tudo isso dá um imenso trabalho! Cuidados constantes, diários, rotineiros.Durante a jornada inteirinha.
Envelhecer com juventude é um grande lance!
Acredito que isso é possível, e para mim significa envelhecer com alegria e entusiasmo pela vida, é estar aberto às novas formas de cultura renovada pelas gerações. Experimentar tudo que a vida oferece dentro das suas condições, conhecer seus limites e fazer deles cercas vivas cultivadas com primaveras num belo jardim. Significa adquirir o direito de fazer arte sem preocupar-se com o sucesso e as críticas, pelo simples prazer de ver as horas passarem descobrindo seus próprios traços, suas cores, sua poética de expressão na vida.
Ir de encontro ao EU maior que nos habita...
Envelhecer com juventude é cultivar o amor incondicional a serviço do outro como instrumento de transformação do mundo. Ensinar as crianças e os jovens o valor de servir com amor a toda a humanidade. Ser revolucionário na sua linguagem de paz.
Envelhecer com juventude é transcender as aparências e as limitações e penetrar na alma da vida, no seu verdadeiro sentido, nas esferas mais sutis da consciência do eterno mistério da existência. Ter juventude é caminhar como quem dança, sonhar como criança e amar, amar e amar...
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